Filme “Sonhos Reais” é concluído após 16 anos. Estreia dia 15/12

Produção cinematográfica gravada em Manhuaçu já tem data para estreia

A produção de um filme, por menor que seja, prevê gastos significativos devido a necessidade de equipamentos, locação de áreas para cenário, figurino dos personagens, atores e equipe de apoio. Por isso, geralmente são feitos por grandes empresas que conseguem captar patrocinadores para cobertura dos custos.

Fugindo a essa lógica, em Manhuaçu um filme com produção quase que artesanal, com apenas uma câmera e poucos recursos, está prestes a ganhar a telona após 16 anos de filmagens e edição. Com direção e produção do cinegrafista, apresentador de TV e radialista Teógenes Nazaré, está marcada para o dia 15 de dezembro, a exibição de lançamento do filme “Sonhos Reais”, na sala de cinema do Centro Cultural João Bracks.

“Sonhos Reais” é um filme bíblico e épico. No enredo um menino de rua que encontrou uma velha Bíblia em um lixão onde ficava procurando comida e um mendigo. Eles abrem o livro na pagina que narra a vida de José do Egito e começam a conversar sobre a história. O menino adormece e começa a sonhar. “Por isso o nome do filme, Sonhos Reais, porque o menino sonha com José que interpretava sonhos. Então o filme é o sonho de várias pessoas, até o meu em estar concluindo a produção desta obra”, comentou.

A ideia de produzir um filme surgiu em 2002 quando Téo Nazaré adquiriu uma câmera filmadora, para auxiliar nas gravações do programa Mão Amiga, exibido pela TV Catuaí, de Manhuaçu. O programa mostrava a realidade no dia a dia do povo mais carente e o apresentador percebia que as necessidades eram cada vez maiores e mobilizava a comunidade em busca de ajuda para essas pessoas.

Diante de tanto sofrimento que acompanhava surgiu a ideia de produzir um filme com o objetivo era mostrar a triste realidade dos meninos de rua e ampliar o projeto social e cultural do programa Mão Amiga. A elaboração do roteiro do filme foi o primeiro passo. “Nós começamos as gravações com um ator, dentro de casa. Depois foram chegando mais e mais, até atingir cerca de 500 participantes, todos voluntários”, destacou. Entre eles alguns membros de projetos sociais, advogados, vereadores, padres, evangélicos, grupos de capoeira, artistas plásticos, radialistas e outros representantes da imprensa.

Além da importância da produção cinematográfica, o que chama a atenção é como o filme foi feito, com a colaboração de muitas pessoas, sem recursos e usando materiais recicláveis para cenário e figurino, algo inédito na história do cinema. O figurino foi confeccionado pelo próprio Téo Nazaré, que realizou pesquisas sobre vestimentas da época. Como cenários foram usadas algumas construções e áreas abertas em Manhuaçu e região. Também foram produzidas maquetes de cidades antigas e miniaturas de soldados egípcios.

Segundo o produtor Téo Nazaré, alguns dos participantes na produção já faleceram, cerca de 10 pessoas e entre elas o Padre Júlio Pessoa Franco, e serão homenageadas dentro do próprio filme. Téo Nazaré destaca que toda a renda conseguida com o filme nas bilheterias dos cinemas será utilizada para fomentar o projeto social e a criação de outros filmes. Em cada sala de cinema onde o filme for exibido, parte da renda também será destinada para uma entidade carente, para ajudar no custeio de sua manutenção.

Júlio Oliveira/Revista Mais

Observação Manhuaçu News: Os interessados em assistir a estréia no dia 15/12, às 20h00, no Cine Teatro João Bracks, deverão levar um quilo de alimento não perecível. Parabéns ao produtor Téo Nazaré e todos envolvidos.

 

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