Festival de música movimenta a cultura de Manhuaçu neste final de semana

Diretor geral do Festival, SJ de Moraes

Ainda que hoje em dia os festivais não revelem e nem possuem a intenção tem de gerar novos ídolos, com certeza desempenham um papel importante na fase da produção artística brasileira. Tão pouco a disputa esteja entre as prioridades atuais dos festivais de música independente e nem mesmo a busca pela excelência, mas sim, da disseminação dos mais variados estilos e culturas. Pois, o objetivo principal está diretamente ligado a promover maior visibilidade aos artistas que se apresentam, e, dessa forma divulgar diversos trabalhos que naquele momento, tem a possibilidade de se mostrar para um grande número de pessoas.

Manhuaçu finalmente recebe um festival exclusivamente voltado a disseminação da música de artistas da cidade e região: o Festicafé 2018. E dentro do momento pelo qual a música está passando, a importância do festival é imprescindível, e as razões são muitas. Dentre elas destacam-se a difusão das bandas e coletivos por meio de circuitos, de modo a promover a integração e a democratização entre grupos distintos e distantes; as produções de baixo custo; e a abertura de espaços para a amostragem de novas produções e de discussões acerca da música independente no país. Segundo o Diretor Geral do evento, S.J de Moraes, o Festival de Música de Manhuaçu tem como objetivo incentivar a cultura local e regional, por meio de composições inéditas, a fim de aprimorar e desenvolver a cultura musical, revelar talentos, valorizar artistas, compositores, arranjadores e intérpretes, atingindo todos os gêneros e estilos. “Nossa intenção é despertar em todos a vontade de escrever, compor, interpretar, enfim soltar sua imaginação e criatividade”, afirma.

A formatação do festival obedeceu aos padrões de uma competição, prezando pela excelência na seleção dos participantes e músicas. Os artistas inscritos postaram o vídeo com a gravação da canção no Youtube. Na etapa de julgamento, uma comissão técnica – composta por 7 pessoas, avaliaram o trabalho e selecionaram os vinte melhores para a semifinal, que será realizada na sexta-feira, 12. No sábado, 13 haverá a grande final, com apresentação pública dos 10 finalistas. Os três melhores recebem premiação em dinheiro, além de troféu. “Segundo Keller Filgueiras, um dos coordenadores do Festicafé, o destaque da programação é a maneira com o que o projeto está sendo trabalhado. Ele cita que, a formatação do festival obedece aos mesmos padrões de uma competição com equipe de avaliação, prezando pela excelência na seleção dos participantes e músicas. O foco é unir, somar à experiência dos participantes, que seja solo, dupla, conjunto ou trio”, ressalta.

Para o Diretor Geral, S.J de Moraes, Manhuaçu e toda nossa região é dotada de grandes nomes da música com destaque no cenário nacional. “Nomes de expressão e pouco lembrados por aqui: da Jovem Guarda Ronald Cordovil ou Ronnie Cord com “Rua Augusta”, “Biquini de Bolinha Amarelinha” sucessos em 1963. Ronnie, filho do maestro Hervê Cordovil, que aqui viveu por longos anos deixando um grande legado para a nossa música. Ronie Cord morreu ainda bem jovem com 42 anos em São Paulo. Maria José de Gonzaga ou Zezé Gonzaga, nascida em 1926, vindo a falecer no Rio de Janeiro em 24 de julho em 2008 com 81 anos de idade. Zezé, dona de uma voz invejável, gravou “Clássicas” em 1999 com Jane Duboc. Sua discografia é vastíssima, interpretando entre outras “Eu sei que vou te amar” e “A felicidade” e muito mais”, afirma.

Premiação

As músicas vencedoras serão conhecidas ao final do evento no Cine Teatro João Bracks e receberão prêmio em dinheiro. O primeiro lugar será contemplado com R$2.500. O segundo lugar ficará com R$ 1.500 e o terceiro lugar receberá R$ 1.000.

Dr. Keller Filgueiras

Danilo Alves/Tribuna do Leste

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