Manhuaçu: Febre chikungunya é tema de programa de rádio OAB Legal

Preocupada com uma nova doença que se alastra pelo Brasil e pode se tornar epidemia na região, a febre chicungunha, a OAB Manhuaçu convidou a bióloga, professora universitária e coordenadora da Vigilância Ambiental de Manhuaçu, Emilce Estanislau Muniz, para debater sobre o assunto e informar quais estão sendo as medidas adotadas pelo município para combater o vírus. Ela esteve nos estúdios da Rádio Manhuaçu AM 710, na manhã do sábado, 1º de novembro, juntamente com o presidente da 54ª Subseção da OAB/MG, Alex Barbosa de Matos; da secretária geral da 54ª Subseção da OAB/MG, Regiane Rezende Lima e o apresentador Moreira Lopes.

Segundo Alex, “a OAB Manhuaçu, além de suas funções institucionais, tem se preocupado em discutir questões afetas à saúde da sociedade. Por isso, convidamos a coordenadora da vigilância ambiental de Manhuaçu, Emilce Estanislau Muniz, para nos orientar sobre a prevenção e combate à dengue e a febre chikungunya, ambas transmitidas aos seres humanos por mosquitos do gênero Aedes”, citou.

Ele ressaltou que “recentemente a Organização Mundial da Saúde (OMS), alertou que a propagação do vírus chicungunha está criando uma situação “grave” na América Latina, onde vários países do Caribe, mas também do centro e da América do Sul reportaram casos desta doença”, apontou.

Alex Barbosa de Matos enfatizou ainda que “é necessário que o poder público mantenha-se “ativo” no controle do vetor que transmite a doença e na adoção de medidas para proteger a sociedade. No entanto, é preciso que haja uma conscientização por parte da sociedade, uma responsabilidade individual de cada cidadão e das famílias para evitar criadouros do mosquito propagador da doença nas casas e nas vizinhanças”, advertiu.

Ao final, o presidente da OAB Manhuaçu, Alex Barbosa de Matos, agradeceu a participação da entrevistada e garantiu que a Ordem será multiplicadora na divulgação de informações de controle e combate à febre chikungunya que, como a dengue, é transmitida pelos mosquitos aedes aegypti e aedes albopictus e provoca febre, dores fortes nas articulações e erupções na pele, entre outros sintomas.

A secretária geral da 54ª Subseção da OAB/MG, Regiane Rezende Lima, reiterou o compromisso da OAB Manhuaçu em informar as pessoas sobre a iminência de uma epidemia na cidade e disse que a instituição está à disposição da sociedade. “Fui acometida pela dengue e sei o quanto a pessoa fica debilitada. Não conseguimos sair da cama nem para andar. É realmente muito ruim. Por isso, a OAB Manhuaçu se mostrou preocupada em abraçar esta campanha de conscientização das pessoas para que cuidem de suas residências e deixem os agentes de saúde fazerem o seu trabalho. Somente os órgãos públicos não conseguem dar conta de toda a demanda. Convido a todos a abraçar esta campanha de limpeza dos seus quintais. Vamos acabar com a dengue e o chicungunha”, finalizou.

Chikungunya

Durante entrevista, Emilce informou que “não existe, por enquanto, nenhum caso registrado da febre chicungunha em Manhuaçu e região, mas a Coordenadoria de Vigilância Ambiental de Manhuaçu está alerta na prevenção e isolamento da febre”, completou.

Conforme Emilce Estanislau, os sintomas da febre chikungunya são característicos de uma virose, portanto, não há nada específico. “Febre acima de 39 graus, de início repentino, dores intensas nas articulações de pés e mãos, dedos, tornozelos e pulsos, dores de cabeça, dores musculares e manchas vermelhas na pele são alguns dos indícios da doença”, disse.

Emilce informou ainda que os sintomas da febre são parecidas com a da dengue, mas a chikungunya tem agravantes. “O diagnóstico diferencial com a febre da dengue é extremamente importante, razão pela qual, ao aparecimento dos sintomas, é fundamental buscar socorro médico”.

“É interessante ressaltar que, diferente da dengue, por exemplo, doença viral transmitida pelas mesmas circunstâncias, uma parte dos indivíduos infectados pode desenvolver a forma crônica da doença, com a permanência dos sintomas, que podem durar entre 6 meses e 1 ano. Há casos de pacientes que não conseguem escrever”, comentou Emilce Estanislau Muniz.

Doença

A febre chikungunya, popularmente conhecida por ‘catolotolo’, é transmitida aos seres humanos por mosquitos do gênero ‘Aedes’. Recentemente, havia sido detectado somente na África, Ásia e Índia, onde a transmissão se dá pelo meio urbano, porém, casos da doença causada pelo vírus, foram detectados no Brasil pela primeira vez em agosto de 2010.

O período de incubação do vírus é de 4 a 7 dias, e a doença, na maioria dos casos, é auto-limitante. A mortalidade em menores de um ano é de 0,4%, podendo ser mais elevada em indivíduos com patologias associadas.

Assessoria de Comunicação / OAB Manhuaçu – contato@manhuacunews.com.br

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