Tapetão: Vasco muda estratégia e pedirá impugnação de jogo por falta de segurança

O Vasco adiou a decisão de recorrer ao STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) para tentar ganhar os pontos da partida contra o Atlético-PR e, com isso, anular o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. A diretoria confirmou que entraria com uma ação nesta terça-feira, mas isso só deve ocorrer na quarta. O clube alegava que o tempo de paralisação por causa da briga generalizada nas arquibancadas da Arena Joinville foi superior ao que determina o regulamento. Mas, agora, a estratégia é apontar falta de segurança.

“Nós fizemos uma reunião com toda a diretoria e decidimos por entrar com a impugnação de partida. Vamos nos basear não só no tempo excessivo de paralisação, mas principalmente na falta de segurança. É uma arbitrariedade desde a origem da partida, que jamais poderia ter sido marcada sabendo que não teria policiamento dentro do estádio. A torcida do Atlético-PR já previa esse conflito já que, ao que consta, não foram vendidos ingressos para mulheres e crianças, só para homens. Não tem como o Vasco ficar inerte neste caso”, explicou a advogada do clube Luciana Lopes à Rádio Tupi.

A diretoria do Vasco confirmou na noite de segunda-feira, 09/12, que entraria com recurso porque a partida contra o Atlético-PR ficou 73 minutos paralisada, enquanto o artigo 21 do regulamento feito pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) estabelece um prazo de 30 minutos de pausa mais 30 de acréscimo.

O presidente do STJD, Flavio Zveiter, informou ao UOL Esporte que dificilmente um resultado obtido dentro de campo é alterado. O técnico do Atlético-PR, Vagner Mancini, lamentou a possibilidade de o Vasco tentar ‘virar a mesa’ e disse que o clube teria que passar pela Série B.

“O regulamento diz isso. O árbitro continuou o jogo após quase 75 minutos de paralisação. A tolerância é muito clara. Eles intimidaram o Vasco a jogar. Fiz a sugestão de tirar o time de campo em duas oportunidades. O juiz não deixou. Perguntei se sairia vivo dali se o Vasco vencesse…”, disse o vice-presidente de futebol do Vasco, Ercolino de Luca na segunda.

A confusão ocorreu aos 16 minutos do primeiro tempo e fez a partida ser paralisada por mais de uma hora – 73 minutos. Filmada pelas emissoras de televisão, a briga envolveu torcedores dos dois lados, em vários pontos do estádio, com imagens fortes de pessoas desacordadas nas arquibancadas. Quatro torcedores foram encaminhados para o hospital com traumatismo craniano – um deles teve alta no mesmo dia, outros dois foram liberados na manhã desta segunda e apenas um segue internado sem risco de morrer.

Enquanto a partida estava paralisada, o presidente do Vasco, Roberto Dinamite, se mostrou veemente contra a retomada do jogo. “Segurança particular não segura, já foi mostrado que não tem como. Já falei com o delegado da partida, o árbitro, o comandante da polícia… Se continuar o jogo a responsabilidade é deles. A questão aqui não é rebaixamento. São vidas. Não teve policiamento. São vidas que estão aqui, não é primeira ou segunda divisão”, disse à TV Globo.

Fonte: www.uol.com.br

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