Estudo diz que cura para a calvície está próxima

Um estudo realizado na Universidade de Manchester mostrou que uma droga utilizada no tratamento da osteoporose pode ajudar a combater a calvície, condição que atinge mais da metade dos homens de até 50 anos, segundo a Organizaçao Mundial da Saúde (OMS). Publicada pela revista médica PLOS Biology, a pesquisa foi feita em laboratório, com amostras de folículos do couro cabeludo de mais de 40 homens que passaram por transplante capilar.

De acordo com os pesquisadores, a droga teve um efeito forte sobre os folículos pilosos no laboratório, estimulando-os a crescer, e contém um composto que visa a proteína que atua como freio do crescimento do cabelo e que desempenha papel importante na calvície.

O mercado brasileiro possui apenas dois medicamentos para o tratamento da calvície: o minoxidil, usado no tratamento de homens e mulheres, e a finasterida, somente utilizada por homens. Ambos têm efeitos colaterais e não têm total eficácia, de forma que muitos pacientes recorrem ao transplante de cabelo para acabar com o problema.

Primeiro, os pesquisadores recorreram a uma antiga droga imunossupressora, a ciclosporina, usada desde a década de 1980 para impedir a rejeição de órgãos transplantados e reduzir os sintomas de doenças autoimunes. Com o avanço dos estudos, descobriram que essa droga reduziu a atividade da SFRP1, importante proteína reguladora de crescimento que afeta muitos tecidos, incluindo os folículos pilosos. Por conta dos efeitos colaterais, no entanto, a droga não foi considerada adequada para o tratamento de calvície. Foi aí que equipe passou a analisar outros agentes que tinham como alvo a SFRP1 e descobriram que a WAY-216606 era mais eficiente para inibir a ação da proteína.

O coordenador do projeto, Dr. Nathan Hawkshaw, disse à rede inglesa BBC que um teste clínico era necessário para saber se o tratamento seria eficaz e seguro em humanos. Hawkshaw afirmou que o tratamento pode “fazer a diferença, de verdade, para pessoas que sofrem com a queda de cabelo”.

Informações Saúde Plena

 

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